“Um dia desses, e quando estava voltando pra casa uma chuva
daquelas me pegou, logo no dia que eu tinha resolvido andar alguns
quarteirões,
minha bolsa cheia de documentos e papeis importantes, o desespero me
assolou iria perder muita coisa, comecei a sentir raiva e praguejar. Uma
única vez que tento
tirar uns minutos só para mim, só observar a rua, o dia estava lindo
ensolarado
e de repente nuvens escuras apareceram para acabar com meu “lazer”,
então as
rua ficaram vazias olhei para um lado e para ou outro, não havia
ninguém,
procurei um abrigo mas parecia que aquela nuvem tinha me escolhido,
risos, não tinha
sequer um arvore sem folhas, fiquei preocupada com os documentos em
minha bolsa
mas não tinha remédio, ficar parada ali não me manteria seca, então
resolvi
andar mais rápido quase correndo e nesse meio tempo comecei reparar as
pequenas
“cachoeiras” que se formavam no meio fio, isso desenterrou lá do fundo
lembranças de quando eu era criança, Lembrei que eu adorava dias assim,
me
sentia tão livre e a cada pingo de chuva que caia no meu rosto trazia uma
lembrança
diferente, como um dia em que eu esta resfriada e não podia sair fez um
temporal tão grande e todos meus coleguinhas estavam na rua, eu não
resisti
sai pé por pé e me deliciei a tarde toda, lembrei-me de como ficava
desapontada
quando corria pra rua e a chuva cessava.
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“Gente, sei que não um poema em si, mas essa foi uma experiência minha que eu quis compartilhar, espero que não tenha sido enfadonha eu sei apenas que foi REAL”
Glaucia Vendramini.
